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FenSeg no XIII Seminário Internacional da Associação Brasileira de Gestão de Riscos

21 de Novembro de 2019 - Eventos

 

Os presidentes das Comissões de Responsabilidade Civil da FenSeg, Marcio Guerrero, e de Transportes, Paulo Alves, participaram do XIII Seminário Internacional da Associação Brasileira de Gestão de Riscos (ABGR). O evento aconteceu em São Paulo, nos dias 12 e 13 de novembro.

O Seminário abordou temas relevantes e imprescindíveis  para o setor, no atual momento do nosso país e do mundo. Marcio Guerrero falou sobre “Projeto de Lei de Barragens” e Paulo Alves teve como foco  “O Futuro e Tendências do Setor Logístico”. Abaixo, eles comentam a importância dos temas abordados.

PL - Seguros para barragens - Marcio Guerrero – Presidente da Comissão de  Responsabilidade Civil da FenSeg

Na sua opinião, por que é importante discutir o atual cenário de seguros para barragens?

Existem diversos Projetos de Lei e alguns sinistros de grande monta e com repercussão em toda a sociedade e setores relacionados com barragens. Isso reflete em alguns casos em retração de investimento, transferência de risco e maior questionamento para as empresas que possuem tal exposição.

Assim debater os projetos de lei e entender a visão e posicionamento de cada setor é fundamental. Como vocês podem imaginar,  cada qual possui interesses e prioridades. Logo, o debate para conhecer a visão de cada um e buscarmos o caminho da conversão e viabilidade dos setores relacionados  é um excelente inicio.

Property, RC e Ambiental – como essas áreas devem interagir para uma melhor cobertura para barragens? O que cabe a cada uma delas?

Importante registrar que as seguradoras atualmente possuem a sua disponibilidade uma gama de produtos securitários que são usualmente ofertados, negociados e adquiridos pelas empresas. As coberturas de seguros hoje disponíveis no mercado brasileiro são iguais a qualquer cobertura ofertada mundialmente.

O ponto de melhoria  está  relacionado com a gestão do risco, mapeamento do potencial de perdas e suas consequências, sejam elas perda de vidas, patrimônios, financeiros e reputação.  No que tange às coberturas,  o objeto básico do seguro se mantem dentro do conceito básico de repor o bem e reparar os danos.      

Num olhar futuro e as leis em tramitação, o que se pode esperar?

Nós, brasileiros,  possuímos uma legislação adequada. Por exemplo, nosso Código Ambiental é uma das mais modernos, prevê a reparação do dano por aquele que causou o prejuízo de forma clara e a questão penal abrange as situações do cotidiano do setor, inclusive as entidades que o regulam e as empresas listadas em bolsa também são rígidas no marco regulatório.

O mercado de seguros se posiciona de forma contrária a obrigatoriedade de seguros da forma como ele hoje é proposto, que não garante a proteção ou contratação de apólices adequadas e jamais garantirá. Acredito junto com algumas lideranças do mercado que somos capazes de agregar cada vez mais valores para as reservas do país e com capacidade de inovação tecnológica na prevenção de perdas e eficácia nas indenizações. Mas sem o desenvolvimento cultural da população e inclusão do tema nas bases da sociedade,  conviveremos por mais algum tempo com a criação dos mais diversos Projetos de Lei visando interesses específicos.

Espero no futuro próximo discutir a criação de Fundos de Catástrofes, retorno de impostos e dos royalties relacionados com as atividades de risco para população e por que não discutir sim a Obrigatoriedade do Estado Brasileiro em oferecer um seguro para reparação de danos a população ao invés de liberar, por exemplo, acesso ao Fundo de Garantia? Isso visa ao meu entender uma outra situação, até mesmo pelo fato do trabalho informal crescer em no Brasil. Ou seja, vejo um futuro de muita oportunidade e discussão  sobre a responsabilidade e importância do mercado segurador para economia e sociedade.

No  institucional pela FenSeg, o que o senhor deseja destacar de sua presença no painel?

No institucional,  o objetivo é enfatizar a função da Federação no que cabe à  melhoria contínua do mercado segurador e destacar a estrutura e competência técnica para discussão dos temas governamentais e demandas das mais variadas, inclusive interlocução com Susep,  Ministério Público, Governo e dentre outros órgãos e reguladores entidades sérias,  como a ABGR.

Na plenária discutimos a questão controvertida da obrigatoriedade do seguro RC e Ambiental para barragens - Posição institucional da FenSeg. A abordagem resumiu a nossa posição de estudo e resposta técnica no que tange a obrigatoriedade do seguro, bem como esclarecer por mais uma vez que a Federação não tem a finalidade ou vocação para escrever leis. Afinal o mercado de seguros é aberto e cada seguradora é livre para aceitar os riscos de acordo com seu apetite e gestão individual.

O Futuro e Tendências do Setor Logístico - Paulo Alves – Presidente da Comissão de Transportes da FenSeg

Na sua opinião, quais as tendências do Setor Logístico do Brasil?

A progressão técnologica é vertiginosa, e a cada dia surgem ferramentas que possibilitam total visão e acompanhamento em tempo real das entregas das mercadorias elevando a eficiência e reduzindo custos logísticos. Máquinas que agilizam a formalização de pedidos sem incidência de erros.

Além disso,  é importante focar na sustentabilidade ou seja, atualmente, muitas iniciativas na área logística de transportes têm tais medidas como a manutenção regular dos veículos, otimização de rotas e fretes compartilhados que contribuem na  questão da sustentabilidade. Também não podemos esquecer da “energia verde”,  onde os veículos e instalações, com eletricidade, trazem  consigo um grande potencial para a sustentabilidade logística.

Com um olhar no setor de seguros de transportes, quais serão os impactos neste cenário para seguradoras e segurados?

Certamente, com o uso da tecnologia e melhor visibilidade logística, conseguiremos ter melhor visão de estudos de tempos em movimentos da condução da viagem, racionalização dos custos, e detalhes  sobre os riscos e volatilidades durante o transportes de carga.

Tal cenário possibilita corrigir as imperfeições logísticas e estar sempre atentos aos novos riscos que surgirão como,  por exemplo,  riscos cibernéticos e possíveis mudanças no modus operandi de um roubo da carga -  passando do tradicional roubo e ação a mão armada de forma presencial para desvios de cargas usando a tecnologia e de forma remota .

No que esse tipo de evento e debate pode contribuir nos trabalhos da Comissão de Transportes da Fenseg, da qual o senhor é presidente?

Não há dúvidas que, ao discutir e projetar o futuro na logística, com a quantidade de evolução tecnológica que temos visto e experimentado, nos remete a discutir novos modelos de percepção de riscos, já que haverá novos modelos de distribuição de mercadorias e um estoque de informações que possibilitará uma mudança de comportamento da subscrição. Assim como a revisão dos clausulados, adequando-o a  um novo cenário que se descortina.

 

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