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Mercado segurador para riscos cibernéticos cresce com LGPD

Evento da FenSeg debate as oportunidades de novos tipos de apólice na proteção de ataques

24 de Junho de 2019 - LGPD

A Federação Nacional dos Seguros Gerais (FenSeg) realizou o workshop “Riscos Cibernéticos – A Lei Geral de Proteção de Dados e os Impactos nos Diversos Produtos”. O evento reuniu profissionais de diversas áreas como securitários, advogados e de tecnologia da informação, em São Paulo.

Luiz Fonseca, diretor da FenSeg (Chubb), abriu o evento. Ele destacou que a vida atual, cada vez mais tecnológica, desafia o mercado segurador a pensar novos produtos. “Trata-se de um ritmo intenso de mudanças. Com isso, nossos produtos precisam evoluir e ter cada vez mais dinamismo para lidar com novos cenários, entre eles, o de riscos cibernéticos”, disse.

Para Flávio Sá, mediador do primeiro painel sobre riscos cibernéticos, o avanço da tecnologia e dos meios digitais são um desafio, mas também uma oportunidade para o mercado de seguros. “O Brasil é o quinto país do mundo em ataques cibernéticos. Proteger esses dados e saber como proceder para criar apólices é ponto chave”, avalia.

Para os presentes, o  mercado de seguros investe em tecnologia e busca sempre a inovação. Nesse sentido,  a LGPD corrobora para mais investimentos visando o atendimento da legislação. As apólices devem prever danos decorrentes de riscos cibernéticos em razão da própria evolução tecnológica e “robótica”. Por isso, é necessário o mapeamento dos riscos em cada carteira para o devido tratamento.

Mapear eventos, checar sua magnitude e seus danos foi destacado como  processo desafiador para os presentes. A partir de 20 de agosto de 2020, todas as empresas deverão se enquadrar à  LGPD. “Estar numa conduta adequada a lei  ajudará  na proteção de ataques hackers. E também na manutenção de sua reputação frente aos clientes, sem danos à receita destas companhias”, avalia Fabio Protássio, um dos debatedores do terceiro sobre painel “Impacto dos Riscos Cibernéticos no Mercado de Seguros”.

Mediador  do mesmo painel, Gustavo Galrão disse  que o mercado para riscos cibernéticos está aquecido. “A demanda já tem crescido bastante por conta da LGPD e as expectativas são de que esse crescimento significativo venha de maneira bem rápida. Esse movimento vem em linha com as exigências da nova lei e alinha também em uma maior celeridade na cultura e criação desse mercado”, avalia o executivo.

O aumento do número de ataques de hackers veiculados na mídia e o recente endurecimento das leis de proteção de dados preocupam segurados e seguradoras.  Diversas pesquisas de mercado apontam que os riscos cibernéticos são uma das maiores preocupações da atualidade.

Mais de 100 pessoas participaram dos debates que aconteceram no auditório da Escola Nacional de Seguros. O evento foi composto por quatro painéis: “Riscos Cibernéticos”; “Lei de Proteção de Dados (LGPD); “Impacto dos Riscos Cibernéticos no Mercado de Seguros” e “Cyber Liability”, contando com os seguintes profissionais:

Riscos Cibernéticos

  • Mediador: Flávio Sá (AIG Seguros)
  • Debatedores: João Lucas Brasio Hacker (Elytron Security/White Hat Hacker); Éder de
  • Abreu (Deloitte); Leandro Antonio (KPMG)

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

  • Mediadora: Márcia Cicarelli (Demarest)
  • Debatedores: Rony Vainzof (Opice Blum); Thiago Sombra (Mattos Filho)
Impactos dos Riscos Cibernéticos no Mercado de Seguros

 

 

 

  • Mediador: Gustavo Galrão
  • Debatedores: Leandro Martinez (Chubb); Angelo Colombo (Allianz)  

Cyber Liability

  • Mediador: Maurício Bandeira (Aon)
  • Debatedores : Flávio Sá (AIG); Claudio Macedo Pinto (Clamapi); Ana Canovas (Axa XL); Martha Helena Schuh (JLT)

 

 

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